Subversa

Abdelhamid Abaaoud | Felipe G. A. Moreira


Neve e nós, nós cavamos. Eis que há
casa. Eu me, te abraço. Nosso abraço
nú é O Vermelho. E Allahu (nú) Akbar
mei “fazemos” de conta ser tod’ aço.

Champs-Élysées. Bem bonita, você.
Você me fez não morrer congelado.
Nós cavamos, cavamos lado a lado
um buraco, soneto, bem clichê.

Quase quero querer crer. Mesmo ser…
branco? Quando não nunca houve Os Brancos.
Você pouco é também branca. Teu blazer

tem um furo. “Ma femme, tire os tamancos.”
Quase quero dizer, mesmo te ver
com o véu e dirigir sem solavancos.


Felipe G. A. Moreira

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