Subversa

foi tomás que disse “escolhe um poema, isso deixa-te sempre mais alegre” | Raí Prado Morgado


a Matilde Campilho e Tomás Cunha Ferreira

estão para aposentar aviões da força aérea. o fuso horário entre Brasil e Portugal não se adequa: maldita dependência das tecnologias. continua incrível contar estrelas enquanto seis aeronaves Mirage 2000 se mantêm fora dos ares para caso de manutenção e se escuta algo de sam cooke num programa de rádio que não se propaga essencialmente por ondas de rádio àquelas onze e quinze do horário de brasília, ao pé de sintonizarem, no hemisfério sul, sua reprise em um exemplar do que se pode chamar de primeira geração de notebooks desde o acontecimento das guerras, de quando as trincheiras não foram mais trincheiras nem as bombas foram mais bombas, já que técnicas de combate se ultrapassam e hoje se destrói uma cidade em poucos esforços: no entanto, ainda há fome.

essa tarde esconderam o morro da viúva atrás de prédios, no flamengo.

de alguma coisa a gente tem que saber o nome: perder uma vista bonita, falta de alimento se existe desperdício: aquilo que nos incomoda as juntas do joelho.

tudo dói.


Raí Prado Morgado | Caraguatatuba, Brasil

 

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