Subversa

Náufrago | Mateusz Duarte


Enquanto eu farejo seus encantos
Escuto, no horizonte, o trovejar
A clamar, e só, por todos os santos
Obrigando o oceano a vibrar

E pela imensidão a navegar
Devagar, como um náufrago perdido
E aflito pela faina de aportar
Junto ao cais dum lugar desconhecido

Eu venço o triste inferno da tormenta
De forma lenta, fria e singular
Livrando-me da sina, então, cinzenta

Para dourar na paz dum novo lar
Insular e de charme, então, ungido
Onde eu vim, por fim, a te encontrar


Mateusz Duarte | Santos, Brasil

 

 

 

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