Subversa

Ossos de menina | Bárbara Frátis

 


Aos doze, ou treze, uma menina
Pediu
Implorou
Para ver seus ossos da clavícula
O algoz, mera colher de arroz
O temor, refeições que deviam ser puladas com dor
Guiando-lhe em direção
A desenfreada compulsão
Despertando animal clamante
Impulsivo
Por ração indigesta
Sem rigor de validade
Sedutora lavagem
Ansiedade
Chorosas sendo as noites
Consumidas em purgo forçado
Induzido e amaldiçoado
Obsessão não planejada
Meta amargurada
Por silhuetas midiáticas
Projetadas
Exibindo protuberantes ossadas
Sob finas células de derme
Corpos ausentes de quaisquer curvas hipérboles
Ingênuas meninas que crescem
E no espelho brincam
Se regozijam
A visão de seus ossos expostos
Frutos de sonhos impostos


Bárbara Frátis | São Paulo, Brasil |  Barbfratis@gmail.com

 

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