Subversa

Aduela | Giovane Adriano dos Santos [O Palimpsesto]


Fotografia: acervo da revista


As torrentes caminham
à enseda de nós e esforçam-se
para banhar as retinas alagadiças de riso.
Aurora, que alcança a raiz latina da vaidade,
disse: “seu ‘r’ retroflexo mora nos anfiteatros
dos meus ouvidos; é saudade”.
Os edifícios inacabados estão com
os fêmures doloridos à mostra;
ninguém os fez saber a nesga dos termos
travestidos de encanto.
Aurora – que apalpou a matéria
da primeira rocha – dança fado,
escreve poemas e é mineira.


GIOVANE ADRIANO DOS SANTOS é de Morro do Ferro, MG. Publica na Revista Subversa no quinto dia de cada mês.

 

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