Subversa

nunca quis o vento habitasse órbitas | Astronauta de Pulôver Azul Néon

Fabíola Weykamp


nunca quis o vento habitasse órbitas

o sorriso semblante da lua

na menina que da janela se esconde

atrás da cortina onde moram girassóis

e trocam de posição de hora em hora

nos dias de céu nublado

 

nunca quis o vento habitasse órbitas

repetiu da janela

por detrás do manto de colchas

cobrindo seus olhos

seminus de esperas sagradas

 

nunca quis o vento

e uma janela escancara a violência das nuvens

habitasse órbitas

e o girassol inclinou sua vontade obcecada e obediente

quase predestinada das azaléas

por cima das estrelas

onde o universo goza com nossas solidões

e o germinar e o florescer acontecem quando o tempo insiste

em não ser tempo e só o é quando muito

quando além do vento mais ninguém vê


FABÍOLA WEYKAMP tem seu primeiro livro de poemas “Resenhas da solidão – um livro de poesia e dor cotidiana”, publicado pela Editora LiteraCidade, Belém/PA, 2015; obra ganhadora do Prêmio LiteraCidade Jovem, 2014. É colunista da Revista Subversa e está editando novo livro para publicação | FABIWEYKAMP@YAHOO.COM.BR | Clique aqui para ler mais textos da Fabíola.

 

 

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