Subversa

O sino | Giovane Adriano dos Santos [O Palimpsesto]


Fotografia: acervo da revista

Cepas floridas no quintal,

eles não as puderam enganar,

pois o tangedor desengasgou

o bronze rouco da matriz:

o sol,

lenço forjado pelas mãos de Aurora,

secou o rosto da gente.

No tempo em que não existiam

estes computadores,

bastavam as repenicadas

e as videiras soluçantes

para dizer justamente o que digo agora.

Os poetas dos próximos séculos mentirão,

se não falarem sobre o desabsurdo

pó das coisas.


GIOVANE ADRIANO DOS SANTOS é de Morro do Ferro, MG. Publica na Revista Subversa no quinto dia de cada mês.

 

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