Subversa

Editorial Vol. 6 | n.º 8 | junho de 2017

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“Há uma espécie de reciprocidade entre a necessidade e o objeto que a satisfará. Não penso em beber; mas este copo ao meu alcance dá-me sede. Tenho sede e imagino o copo de água delicioso”

Paul Valéry.

 

“Mas Paul: nem sempre há força suficiente para alcançar o copo de água!”. Às vezes, o braço está curto demais. O copo pode estar demasiado afastado também, ou ainda existem copos-miragem, que na verdade não existem, mas parece muito que sim. Para estes casos, a arte é o prolongamento que falta, a pinça, o guindaste, o andaime, a poça de verdade onde dá para se jogar e se enlamaçar à vontade. É o mote da embriaguez, como aconselha Charles Baudelaire. Embriaga-te.

Um copo leva a outro, como sempre. A sede é para frente. A literatura aos poucos passa a ser sede e copo,  vinho e vidro da garrafa que o envolve. Pode-se chegar a tudo através dela, ainda que se saiba que não é bem assim.

Nunca saberemos ao certo onde termina a vontade de criação e onde começa o objeto criado. “Nunca mais beberei” e, no dia seguinte, é lá que estamos, esticando o braço em direção ao copo outra vez.

Embriaga-te, caro leitor, com este número, já um tanto alto, encabeçado pelo “Drunk Arlequim” de A. Mimura, este artista plástico que volta e meia ressurge por aqui como num sonho delirante.

 

Desejamos a todos uma boa leitura.

 

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LARA NOGUEIRA | INTERVALOS

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