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Casa de Vidro

de Morgana Rech

Editora Multifoco

Numa casa de vidro, não só tudo está mais claro por dentro, mas vê-se melhor e mais longe por fora. Este livro é uma metáfora do processo criativo, uma coletânea de pequenos textos que foram amadurecendo pelo caminho, se fundindo com a transparência da realidade exterior. Chegaram a salvo numa casa cujas peças não dividem completamente os seus gêneros, porque as paredes são de vidro. Os textos foram levados até uma casa como essa para poderem viver melhor, porque não entrariam jamais numa casa tradicional, até porque eles são a prova de que a experiência da partida não termina com o fim da viagem.

R$32,00
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A parede & outros contos

de José Huguenin

Editora Clube de Autores

A parede & outros contos, de José Huguenin, reúne textos premiados em concursos literários nacionais, como "Desencontros Certeiros", "O sabor dos velhos tempos", bem como em concursos internacionais, como "Ponto de Retorno". A temática é vasta, indo do humor ("O casamento dificultoso"), suspense ("Eu sei o você fez"), realidade fantasiosa ("O japonês em sangue") até aos textos dramáticos, como "A parede", que dá nome ao livro. Também são apresentados experimentos narrativos através de micro-contos: textos curtos, com poucos caracteres.

32,27
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O terceiro lado da moeda

de Fábio Amaro

Editora Editora Pradense

Livro de Poemas - Apresentação Armindo Trevisan

Sobre o Autor:

Fábio Amaro (da Silveira Duval) nasceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, no frio domingo de 28 de agosto de 1977. Talvez por isso seja um cara introspectivo e tenha sido fisgado pelo solitário ofício de escrever poemas. Escreveu seu primeiro livro de poesia, O Carrossel dos Desvarios Voláteis – ensaios poéticos, em 1999. Durante muito tempo foi procurar construir um meio de vida, já que poesia, salvo raros casos, não enche a barriga de ninguém. Nunca parou de ler poesia (e eventualmente ainda punha versos no papel), mas em agosto de 2014, na mesma época em que terminou seu PhD em Relações Internacionais, uma borboleta pousou em seu nariz e ele passou a escrever poemas vertiginosamente. De lá para cá publicou em algumas coletâneas (poesia e contos), frequentou muitos saraus, ganhou uns prêmios e se tornou membro da Academia Sul-Brasileira de Letras.

R$ 25,00
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Teoria do Crescimento – Letra à Letra

de Pedro Silva Sena

Editora Edições Bicho de Sete Cabeças

Teoria do Crescimento - Letra à Letra (Edições Bicho de Sete Cabeças, 2017) é o quarto título do autor a ser publicado e reúne poemas que, por vezes com humor e frequentemente com ironia, confrontam as certezas inquestionáveis do nosso tempo - e as suas consequências. Este livro digital inclui, ainda, um conjunto de epigramas inspirados em cada uma das letras do alfabeto (Letra à Letra). Tal conjunto tem a particularidade de constituir um tributo ao surrealismo - do qual se propõe, aliás, enquanto «derradeiro exercício».

12,36
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Rarefeito – poemas

de William Soares dos Santos

Editora Ibis Libris

Em sua apresentação de rarefeito o escritor, crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras Antonio Carlos Secchin observa que, no livro, “(...) constatamos a presença de um ‘eu’ que obsessivamente se expõe e se interroga” e, ainda, que é “nessa tensão – de dizer-se pelo viés de transformar-se em algo sempre diverso – que reside a força maior de rarefeito.”
É nesse exercício de exposição, interrogação e tensão, apontado por Secchin, que encontramos em rarefeito o trabalho de um poeta que dedicou tempo a burilar seus poemas e nos quais encontramos um constante diálogo com diversas tradições da lírica ocidental. Neles podemos “ouvir” conversas com a lírica do brasileiro João Cabral de Mello Neto, com a dos italianos Dante Alighieri, Francesco Petrarca, Giacomo Leopardi, e Salvatore Quasimodo e com a dos ingleses William Wordsworth e William Shakespeare, apenas para nominarmos os ecos mais evidentes desse diálogo.

R$ 35,00
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O Mirabolante Doutor Rocambole

de Ana Luiza Figueiredo

Editora Selo Off Flip

"Se ser diferente faz você se sentir esquisito, sopre o apito. Se faz você se sentir importante, passe adiante".

É assim que Téo conhece o Doutor Rocambole, um especialista capaz de fazer sua Imaginação Aguda desaparecer. Mas será que ser igualzinho aos outros meninos é tão legal assim?

Descubra nessa divertida história sobre autoconhecimento, solidariedade e aceitação das diferenças.

R$24,00
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Adágios

de José Vieira

Editora Chiado Editora

Viver é sentir constantemente que estamos numa roda viva. Que os outros são espelhos de experiências para nós. São ciclos que se perpetuam no tempo. As personagens vão se alterando. As cores do firmamento modificam a cada estação. No entanto a essência é a mesma. Viver! Caminhar! Cair! Levantar! E recomeçar tudo de novo! Adágios é um livro de vidas. De mulheres. De luta. Um dia foram elas.... Amanhã seremos nós.

11
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Cristal

de Pedro Belo Clara

Editora Chiado Editora

"Todo o livro é um longo adeus de despedida, uma elegia serena, uma chama que gela ao vento, uma ausência, um longo suspiro, uma folha sobre o rio que passa – um cristal desfragmentado.
Pela memória, viva, que perfura o passado, devolve-nos, nítidos ou fugidios, vigorosos ou diluídos, os sentidos, o corpo, o desejo e a dor da perda.
É aqui que vai dar-se a surpresa, a beleza do inesperado embate."
(Prefácio, Conceição Lima)

9 euros
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Um andarilho dentro de casa

de Milton Rezende

Editora EDITORA PENALUX

décimo livro do autor, entre prosa e poemas.

36,00
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Reconstruções

de Natanael Otávio

Editora Independente

Uma coletânea de contos e poesias que apresenta, com sensibilidade, os percalços dos relacionamentos humanos e a autodescoberta que eles envolvem.

"Aguardei ansioso pela sua volta. Na verdade, todos nós estávamos ansiosos pela volta de papai. Mamãe se apegava a Deus em uma oração silenciosa no quarto; Inácio tirava lascas da parede com seu estilete (ele sempre fazia isso quando estava nervoso); eu acendia um palito de fósforo, ficava vendo-o queimar e, antes que se apagasse, passava o fogo para outro palito (era assim que eu mantinha acesa a esperança de o patrão entender que eu não tinha culpa pelas páginas rasgadas dos livros e de não perder a amizade da Aninha). Se não estivesse rezando no quarto, em outra oca¬sião, mamãe certamente brigaria comigo por estar queimando tantos fósforos assim, à toa. Mas, para mim, aquela ação tinha, sim, um significado: era como se a chama reproduzida pelos palitos trouxesse claridade à escuridão daquele momento, causada pela situação de se ter que esperar, sem poder fazer nada, enquanto papai tentava resolver sozinho o mal-entendido".

Trecho do conto “Memórias da Fazenda Vargas”

"Eu desço do automóvel / E, num segundo, é como se ele / Nunca tivesse existido. / Apenas o seu farol.
(...)
Olho o horizonte. / Nada vejo além de névoa e noite. / Mas, ao meu lado, / Um farolete de lata e vela.

Trechos do poema “Faróis”

R$ 30
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AS COISAS NÃO SÃO O QUE PARECEM SER

de Sergio Couto

Editora Editora Giostri

A propósito de As Coisas Não São O Que Parecem Ser, de Sergio Couto

REDENÇÃO / Reinaldo Montero

Ao ler, de uma sentada só, este livro, o que acontece? O que me sucede especificamente? Vou enumerar as 4 coisas que acontecem, ou que me sucedem.
1. A dedicatória, "Para todas as pessoas que desejam, com sinceridade, mente e coração abertos, encontrar um caminho de conhecimento e equilíbrio na vida.", e ainda mais a citação do espírita Chico Xavier, nos fazem pensar nos livros chamados de auto-ajuda. Más este não é um livro de auto-ajuda.
2. Sabe-se que todo romance é romance sempre que apareça na capa a palavra romance. No entanto, dita palavra não aparece nem na capa, nem na contracapa, ou seja, em nenhum dos chamados paratextos. Não sei porque o autor, e sobretudo o editor, omitiram o detalhe, já que de romance se trata. Porém, este não é um romance usual e como ocorre com todo romance incomum, nos vemos forçados a perguntar, será mesmo um romance? E essa simples pergunta transforma este romance em mais romance todavia.
3. O fato de estar escrito em primeira pessoa e, ademais, cheio de detalhes pessoais, coloca este romance na categoria do que se costuma chamar de auto ficção, tal como definido pelo crítico francês Serge Doubrovsky. Inclui autobiografia porque o autor é também o narrador que é também o personagem principal, más há ficção. De fato, relata-se a peregrinação do protagonista pelo Caminho de Santiago e Sergio Couto jamais foi um peregrino compostelano.
4. E já que estamos de acordo de que se trata de um inequívoco romance, como caberia classificá-lo? Em parte é romance satírico e também didático, em parte, e lírico, e curto em toda sua extensão, e por vezes polifônico e, sobretudo, uma típica novela de aprendizagem, ou Bildungsroman, como gostam de dizer os alemães, e por vezes é um "roman courtois", ou seja, um romance cortesão, principalmente quando se depara com esses comediantes mambembes chamados Compañía del Cuartel, que evocam os tempos de Alfonso X – O Sábio, e é romance de costumes em inúmeras passagens, com personagens realistas, às vezes tipificados, e é romance sentimental, entendido o termo conforme a suculenta definição de Laurence Sterne e, ao mesmo tempo, é romance social, eu diria que até mesmo de denúncia, e existencialista, sem dúvida, e em grande medida psicológico, a tal ponto que terminamos conhecendo melhor quem é Sergio Couto, no caso de que podamos assegurar, a despeito de Todorov, que o narrador é Sergio Couto e que Sergio Couto seja quem é, e como se fora pouco, é romance de tese, apesar de que o objetivo para o qual aponta não seja único, senão plural, e é, finalmente, um testemunho de vida, talvez deveríamos chamá-lo de livro de vida.
Até aqui as 4 coisas que acontecem, ou que me sucedem, ao ler de uma sentada só As Coisas Não São O Que Parecem Ser. Agora vamos dar um passo mais para dentro.
Sergio Couto, de maneira astuta, parte de uma premissa expressada de modo potencial, "se eu fosse escrever um livro..." e mais adiante acrescenta que "...para tornar-se uma estória de verdade, é preciso que algo de extraordinário aconteça, deve existir uma sequência de acontecimentos, bom, vamos lá". E estes simples enunciados nos colocam numa circunstância cúmplice diante da enorme tarefa que propõe o autor, porque a novela trata sobre a busca e o encontro do protagonista com sua própria alma. O fato resulta tão simples de entender quanto difícil de explicar, e ainda mais difícil é narra-lo, sobretudo se dita busca, que irá acompanhada de sentimentos e emoções, não existe outra maneira, transita pela observação das coisas mais simples.
De sua parte, o personagem principal, que agora vamos distanciar do autor, parte de premissas mais complexas. Sua vida é uma sucessão de horas vazias, de escuridões surdas, com os limites impostos pelo próprio corpo, sob a feroz tirania da razão, e o problema reside em que pensamos que temos tempo, e não o temos, de modo que a busca da própria alma se converte também na busca do tempo perdido.
Tudo então é sinal. Nosso protagonista, que para mais INRI é brasileiro, embarca num cargueiro rumo à Europa e, em alto mar, a Via Láctea se revela um caminho luminoso tão esperançoso quanto premonitório. Deste modo, o relato começa a encontrar seu próprio encanto e capacidade de sedução, e, em definitivo, sua transcendência.
Pena que de vez em quando o discurso se contamine com frases algo ingênuas. Más é compreensível, o protagonista está à procura de sua alma e ainda tem uma espiritualidade deficiente. A esperança do leitor é que quando encontre sua alma resolverá esses problemas de estilo.
E a transição que vai da procura ao encontro ocorre no sítio da terra que mais se associa com o crescimento espiritual cristão, não somente católico, cristão. Refiro-me ao Caminho de Santiago. Não seria possível escolher cenário melhor para um tema como este.
E, como é lógico, o vento, os riachos, as mil formas em que se expressa a natureza têm sua hora de glória, inclusive a felina que começa a acompanhar nosso herói. No entanto, o que realmente move o chão são os personagens que vão surgindo como que por obra e graça do Caminho de Santiago, com personagens que vão revelando a existência de um mundo invisível, a confluência de várias arestas espirituais que comportam as numerosíssimas religiões e crenças à margem do cristianismo.
O último trecho do caminho é uma sustentada invocação da infância, com a intensidade e profundidade que implica. E ocorre a epifania, o salto esperado ao interior, a entrada do universo nos pulmões do homem. Uma personagem feminina, como a Beatriz de Dante, a Laura de Petrarca, a Margarida de Fausto, a Dulcineia do Quixote, que neste caso não é uma "donna inmaculata", senão uma atriz de teatro chamada Betania, facilita o último impulso.
O sexo resulta então complemento imprescindível da educação sentimental, más, no presente caso, vem carregado de força primigênia. Alma e sexo não são meros complementos, são unos em Santiago de Compostela, onde ocorre o banho no rio Tambre, ou no rio Ulla, ou na confluência de ambos. Isso é coisa que não se especifica e não importa.
Deste modo, o romance se aproxima de seu final com boa dose de abstração graças ao jazz, à física quântica, Jorge Luis Borges e Carl Jung. Não são maus ingredientes, que permitem ao protagonista e a Betania elevarem-se como as gaivotas até perderem-se entre as estrelas.
Façanha cumprida, a alma se regozija com sua própria existência, toca a total redenção, ficou muito para trás a ideia de que as coisas não são o que parecem ser.
Só nos resta calar.

39,00
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Lima Barreto, Caminhos de Criação: Recordações do Escrivão Isaías Caminha

de Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo

Editora Edusp

Apesar de ser considerado importante e ter muitos admiradores, Lima Barreto ainda é definido como escritor de bons temas e ideias, mas esteticamente inferior.

Por isso, Lima Barreto, Caminhos de Criação é obra indispensável a leitores, especialistas e críticos: provoca uma revisão no modo como o romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha foi incorporado ao cânone literário brasileiro e, sobretudo, expõe a atualidade das estratégias estéticas escolhidas pelo autor.

O livro apresenta uma edição crítica de Recordações do Escrivão Isaías Caminha e ainda questiona – por meio do diálogo entre a metodologia da crítica textual e da crítica literária – o argumento de que os romances de Lima Barreto necessitariam de melhor acabamento formal e estilístico.

Cotejando as edições publicadas em vida do autor, o livro ilumina as técnicas, a arte, dilemas e personagens que tornam Lima Barreto escritor fundamental da nossa literatura.

O design gráfico da edição é baseado nos quatro números da revista Floreal – criada por Lima Barreto em 1907 –, nos quais foram publicados os primeiros capítulos de seu romance de estreia. O renomado ilustrador e artista gráfico argentino Luis Trimano assina as ilustrações que dialogam com a narrativa fragmentada de Lima Barreto.

Além da leitura crítica e da introdução crítico-filológica, o livro ainda traz a listagem das atualizações de grafia, um glossário e reproduções das páginas originais da primeira publicação do romance.

R$54,40
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Joel

de Pedro Silva Sena

Editora Edições Bicho de Sete Cabeças

Joel, um jovem jornalista, chega a casa, deita-se e adormece. As horas passam. Joel dorme, mas não consegue acordar. Entretanto, os seus amigos, o seu bairro e, depois, o país inteiro, vêem-se envolvidos no mistério do seu sono sem fim...

2,67
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Quando as manhãs eram flor

de Pedro Belo Clara

Editora Chiado Editora

Os portões abrem-se de par em par, obedecendo ao firme impulso das mãos secas de manhãs. Estilhaçam-se com o esforço, num esgar mudo de pele rasgada, as heras que envidraçavam o lugar de abandono, cedendo a uma pressão tão faminta quanto essa ânsia animal de romper a virgindade do que foi bebido.
A rugosidade das pedras batidas por passos de cautela semeia poeiras subtis, os líquenes das superfícies abertas à erosão (de tempo ou gente?) cintilam numa estranha melodia de musgo fendido na quentura duma luz que não há.
Os lugares têm uma sonoridade própria. Cada recanto, cada cheiro, cada ausência rendida à invasão solar. A morte do vivido é velada por profundos silêncios.

10 euros
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Monumentos

de Pedro Silva Sena

Editora Edições Bicho de Sete Cabeças

Monumentos (2ª edição, 2017, Edições Bicho de Sete Cabeças) é a terceira recolha de poemas do autor, a qual inclui, revistos, os Poemas de Cal (2004, Elefante Editores) e as plaquettes Monumentos e A Rua Amarela.«Num belíssimo jogo de observação/narração, a ‘poesia geográfica’ de [Pedro Silva Sena], permite ao leitor ser o [viajante] em praças que “Ofereceram moradia à morte” e onde “bicicletas zunem afãs” enquanto o leitor colhe “a vida em pele de pêssego clara nas suas bocas mudas” e regista nas suas “...máquinas digitais a silhueta do dodecástilo império” dos demais Monumentos visitados nesta viagem literal.» Rogério Paulo E. Martins

12,41
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De manga a jiló provei

de José Huguenin

Editora Scortecci

De manga a jiló provei na terra onde me batizei traz duas dúzias de textos que vão arrancar, no mínimo, um sorriso de prazer do leitor.
No geral curtas e sempre muito ricas, as narrativas têm uma galeria diversificada de personagens: do candidato de primeira viagem ao estrangeiro chegado numa cachaça, do solícito e ingênuo aprendiz de pedreiro ao pai (!) de Deus. Abordam temas inusitados, como picolé de fogo, doce de jiló e muita sopa (no velório e, vejam só, na pescaria), para ficarmos apenas no ramo da gastronomia.
O livro tem também bola murcha, seresta, encomenda frágil, abelhas mal-educadas, televisão, vaca brava no carnaval e folias de Reis...
Histórias que vão divertir gente da cidade grande e do interior, compiladas e recriadas por José Huguenin, com base naquelas que escutou na infância e adolescência, em uma sensível homenagem ao mais especial dos contadores de casos: seu pai.

28,00
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O terceiro lado da moeda

de Fábio Amaro

Editora Editora Pradense

Poesia

***

Apresentação de Fábio Amaro.

por Armindo Trevisan.

Sempre que apresento um jovem poeta ou, com maior precisão, um poeta estreante, pergunto-me: “Que tipo de leitor vai ler seus poemas?”
A realidade é que, atualmente, se lê pouca poesia. Menos ainda, textos críticos sobre poesia.
No caso presente, não tenciono, propriamente, deter-me na biografia de Fábio Amaro, nem pretendo fazer uma apreciação crítica do valor em si de sua produção poética.
Desejo, antes, dizer com singeleza às pessoas que se dispuserem a ler esta apresentação o seguinte: vale a pena ler o autor destes poemas.
Ou seja: informo aos leitores que acredito no talento de Fábio Amaro, e que gostaria de contribuir para que ele fosse incentivado a desenvolver suas virtualidades criativas.
O poeta escreve poesia há algum tempo, um tempo relativamente longo. Nesse espaço de tempo publicou, em 1999, um volume de poemas intitulado “O Carrossel dos Desvarios Voláteis – Ensaios Poéticos”.
Em 2015, obteve o Primeiro Prêmio no Concurso de Poesia Falada do Rio de Janeiro, promovido pela Biblioteca Nacional. O poema premiado foi publicado na Revista da Associação Profissional dos Poetas do Rio de Janeiro.
Hesitava, porém, expor-se ao público na sua condição de poeta. Mesmo considerando-se que tal credencial possui valor, devemos levar em conta que o autor é um respeitado docente da Universidade Federal de Pelotas na disciplina das Relações Internacionais.
Esta é, pois, sua segunda coletânea, obviamente mais amadurecida que a primeira, diria mesmo. formalmente muito mais ampla, e aprimorada.
Animei Fábio Amaro a publicar o novo livro.
Sob certo sentido, todo poeta precisa de um empurrão para passar de uma clandestinidade lírica à arena das contradições, dos conflitos, dos entusiasmos, e também do enfrentamento das injustiças, dos confrontos, das agressões.
Se o poeta não passar por tal experiência, sua inspiração tende a fechar-se em si, ou ao menos, a ficar patinando no mesmo lugar, como um carro, cujas rodas foram levantadas do chão, e estão no ar para exame de um mecânico.
Talvez os leitores desta coletânea esperem que eu lhes revele o que mais me impressionou na produção lírica de Fábio Amaro.
Miinha intenção é satisfazer seus leitores.
Primeiramente, admiro a autenticidade do poeta.
Terá sentido ainda essa palavra na atualidade?
Entendo por ela o propósito inabalável do autor de expressar algo próprio, algo ligado à sua visão-de-vida, à sua Weltanschauung .
Por esse termo da língua alemã, os autores costumam significar o compromisso do poeta consigo próprio, um compromisso de ir até ao fundo de si, e de acolá, do último rochedo em que ele julga estar com os pés, extrair suas respostas, que podem ser tímidas, mas que são existenciais.
Qualquer poeta, que pretenda manter-se no ofício, deve – por assim dizer – possuir as qualidades do cardo do poema de Manuel Bandeira: ser áspero e intratável no que concerne à sua responsabilidade humana e social.
Em outros termos: o poeta precisa assumir, perante sua consciência, o compromisso de não mentir, inclusive, no tocante às suas fontes, embora a poesia (como tal) seja ficção.
Quem não conhece, ao menos o primeiro verso, da Autopsicografia de Fernando Pessoa:
O poeta é um fingidor...?
Pessoa não disse que o poeta era um mentiroso. Pessoa disse unicamente que, entre a emoção vivida pelo poeta, tirada de sua terra ou de seu pó, e o poema, existe uma coisa chamada: artesanato verbal.
Na própria poesia, portanto, há algo que se poderia qualificar de atividade profissional específica.
Em rigor, a Poesia não chega a definir-se como uma profissão. Ela é mais exigente do que qualquer profissão: é um espinho no pé, ou no coração.
Refiro-me, indiretamente, também ao auto-compromisso com as exigências da língua (no caso, as exigências da língua portuguesa da atualidade), a qual constrange o poeta, não raro a tornar-se um inventor, e por vezes, um acrobata, para poder ser contemporâneo.
Fábio Amaro, que sempre foi um apaixonado por poesia, frequentou muitos dos grandes autores, não só da literatura de língua portuguesa, como também de outras literaturas. Ele leu, e continua a ler expoentes atuais das grandes literaturas.
Não mostra temor em aproveitar-se do que leu, de suas temáticas. Seu mérito, todavia, não é imitá-los. Amaro é mais ambicioso: quer chegar à sua própria expressão. Busca, no fundo, um estilo compatível com seu mundo pessoal, e de acordo com as exigências atuais da comunicação.
Qual o verdadeiro poeta que não experimenta tal angústia?
A angústia vem de não se poder repetir o que já foi dito, ou de dizer o que já foi dito. A angústia verdadeira procede da necessidade de se dizer o dito,como se nunca houvesse sido dito, para que a Humanidade possa remergulhar na sua memória e na sua imaginação primordiais.
É nesse leito, ou nessa mina, onde jazem as esmeraldas procuradas nas lendas de outrora, e o ouro que se busca sempre de novo, com volúpia e afã, em toda a parte.
Minha apresentação termina aqui, com o que me parece ser sério e responsável dizer ao leitor sobre o autor do presente livro:
- Leiam com benevolência Fábio Amaro!
Admitimos que ele não estruturou totalmente seu mundo. Mas já tem o que dizer, e em momentos privilegiados, soube dizê-lo.
Dêem-lhe a chance de ir além, de desenterrar no seu quintal um tesouro, do tipo dos que a gente só encontra nas Mil e Uma Noites.
Todo poeta namora sua Morgana! Que sua fada o conduza às núpcias com ela, e então o poeta poderá oferecer-nos uma poesia mais aprimorada, de altíssimas exigências estéticas.
São os votos que lhe faço!

***

Sobre o Autor

Fábio Amaro (da Silveira Duval) nasceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, no frio domingo de 28 de agosto de 1977. Talvez por isso seja um cara introspectivo e tenha sido fisgado pelo solitário ofício de escrever poemas. Escreveu seu primeiro livro de poesia, O Carrossel dos Desvarios Voláteis – ensaios poéticos, em 1999. Durante muito tempo foi procurar construir um meio de vida, já que poesia, salvo raros casos, não enche a barriga de ninguém. Nunca parou de ler poesia (e eventualmente ainda punha versos no papel), mas em agosto de 2014, na mesma época em que terminou seu PhD em Relações Internacionais, uma borboleta pousou em seu nariz e ele passou a escrever poemas vertiginosamente. De lá para cá publicou em algumas coletâneas (poesia e contos), frequentou muitos saraus, ganhou uns prêmios e se tornou membro da Academia Sul-Brasileira de Letras.

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Vendas diretamente com o autor:
fasduval@terra.com.br
(53) 981300145 (WhatsApp/Celular)
Facebook: Fábio Amaro da Silveira Duval

R$ 25,00
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Um Amor – contos de amor na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro

de William Soares dos Santos

Editora Ibis Libris

Os doze contos de William Soares dos Santos, reunidos sob o título de "Um Amor", tentam, de saída, uma abordagem claramente centrada na paisagem unívoca: a cidade do Rio de Janeiro. Essa escolha do cenário, em verdade, se restringe ainda mais, se considerarmos que quase todos os enredos se articulam e se desenvolvem numa quadra bem conhecida da cidade: os bairros de Copacabana e Ipanema. Os contos de William Soares dos Santos sugerem uma espécie de abordagem em que o modo de comportar-se do carioca se ressalta mais pela força dissertativa da paisagem exposta pelo autor do que, propriamente, pelas personagens erigidas com rigor e domínio da arte de contar histórias breves. A brevidade, aliás, aqui salientada, deve ser entendida como um recurso de dificuldade, porque, afinal de contas, todo e qualquer gênero literário requer acuidade e imaginação criativa. Esses recursos estão presentes no livro de William Soares dos Santos (trecho da apresentação do escritor Cláudio Aguiar).

R$ 35,00
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Vintém

de José Huguenin

Editora Scortecci

Duas coisas me chamaram a atenção quando comecei a ler os poemas de José Huguenin: a musicalidade suave, que nos conduz durante a leitura, e a expressividade desconcertante, que mexe com os sentimentos, aqueles mesmo que, para sobreviver, escondemos dentro de nós. Muitos de seus textos podem ser lidos como se cantados e aceitariam de bom grado que se lhes pusessem notação musical, porque têm ritmo e melodia que arrebatam quem lê. E como são repletos de significado! O autor transita por diversos estilos, quase como se não fosse apenas um, mas vários Josés a escrever. Flerta com o concretismo e passeia tanto pelos textos mais verborrágicos (sem nunca nos cansar com seus “excessos”) como pelos mais enxutos (sem nunca nos deixar à deriva) – nos dois casos, exige a participação do leitor, porque nunca se esquece de quem fica do outro lado da obra. Sua mensagem – a emoção que desperta em quem se aventura por suas linhas – é eficiente, seja qual for o estado de espírito que o tenha movido às letras. A temática é abrangente, indo dos temas íntimos e pessoais (“Tua voz”, emocionante, de levar às lágrimas!), amorosos (“Causalidade”, poema tão certeiro que não tem explicação), filosóficos (“O que sou”, espécie de encruzilhada com que cedo ou tarde nos deparamos), aos sociais (“Olha ele, moço”, pede a todos nós o escritor), sem se furtar a refletir também sobre questões que envolvem a literatura e a escrita (“Palavras”, poderosas e difíceis de domar). Huguenin chamou seu livro de Vintém, um pouco por “vergonha das linhas escritas em tempos idos, [que] talvez não chegassem nem à vigésima parte do que é preciso para se publicar (numérica e qua-litativamente!)”. Vintém também tem o sentido de “pouca valia” e pode ser usado “para dizer que se tem um pouquinho de algo”. E aqui me resta dizer apenas uma coisa, com absoluta segurança: aquele que tiver a oportunidade de ler este livro, descobrir-se-á rico ao chegar ao final, tanto é o que nos oferece (e nos deixa) o autor.

18,00
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Memórias dum outro passado

de Pedro M. C. Seabra

Editora Poesia Fã Clube

Esta obra reúne os primeiros poemas do jovem poeta Pedro Seabra.
Nos seus versos, o sujeito poético revela mágoa, tédio, nostalgia, revolta, desespero, cansaço e esperança, sentimentos que estão edificados num passado imaginário e enevoado, criado/fingido para servir de veículo para explorar o íntimo do autor através de exercícios de criatividade.

"Todo sou, estranhamente, / Memória que nunca flui / Nos rios da dolente mente / Deste alguém que sou ou fui."
- Excerto do poema I do capítulo «Desassossegos Cíclicos».

"E nesta hora ante a minha sombra / Sou o passado, sofro o presente."
- Excerto do poema «Olho melancólico a chuva».

"Sou duas almas separadas / Pelo doloroso tempo. / Duas almas abandonadas, / Levadas p'lo lento vento."
- Excerto do poema «Dividido».

5,99 €
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Estranhezas e mitos da Mecênica Quântica

de José Huguenin

Editora Vieira & Lent

Qual a origem da mecânica quântica? O nome está relacionado ao fato de a energia ser descrita por quantidades discretas: "quantas” de energia. Mas por que o comportamento quântico causa tantas estranhezas e mitos ao seu redor? Quais são as
principais aplicações e tecnologias geradas pelo conhecimento quântico?

13,50
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Resenhas da Solidão

de Fabíola Weykamp

Editora Literacidade

Vencedor do 1º lugar do Prêmio Jovem Poesia LiteraCidade 2014.
Resenhas da Solidão é um livro de poemas e fragmentos transpassados por uma densa linguagem poética que busca, não só entender a crueza do cotidiano, como também se situar em sua efemeridade - daí, talvez, emerge a angústia pelo garimpo poético realizado por Weykamp. Com palavras servindo como pás, Resenhas da Solidão é um magnífico olhar sobre o que a maioria das pessoas prefere deixar soterrado (em si ou no outro).

R$ 32,00
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Uma vida com Shakespeare – estudos shakespearianos em homenagem a Marlene Soares dos Santos

de William Soares dos Santos

Editora Letra Capital

Este livro reúne, ao longo de 228 páginas, ensaios sobre William Shakespeare (1564-1616), com textos escritos por ex-alunos da professora Marlene Soares dos Santos, uma das principais especialistas do dramaturgo inglês no Brasil. Cada um dos oito estudos analisa um determinado aspecto da obra de Shakespeare. Temas como a questão judicial, a construção do amor, a linguagem sexual, a questão política e das masculinidades são explorados pelos ensaios. Os estudos são resultados da orientação que os autores tiveram com a professora Marlene Soares dos Santos em seus percursos acadêmicos. Uma das mais importantes professoras de língua e literatura inglesa de sua geração, a professora passou por todos os estágios da profissão, foi professora da rede pública de educação do Rio de Janeiro, atuou em instituição privada, galgou todos os estágios do ensino público superior na Faculdade de Letras da UFRJ, sendo, atualmente, Professora emérita desta instituição. Hoje, ela continua atuando na Pós-graduação do Programa Interdisciplinar de Linguística Aplicada da Faculdade de Letras da UFRJ como educadora e pesquisadora, contribuindo intensamente para a formação de uma nova geração de professores, pesquisadores e especialistas em literatura inglesa. O seu trabalho mostra que ela descortina, com uma nova geração de estudantes, diferentes possibilidades de leituras de obras (principalmente, mas não somente) da Renascença inglesa, mostrando que a literatura do período é atual e relevante para as novas gerações de leitores de William Shakespeare e de seus contemporâneos.

R$ 40,00
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Travessia

de Marco Aurélio de Souza

Editora Kotter Editorial

"Iniciada com o Modernismo, a fundação literária de cidades, lugarejos e aldeias do interior do Brasil continua em curso. Há áreas em branco no mapa literário do Brasil, o que enseja que a cada momento novos espaços ganhem espessura pela palavra poética. Em Travessia, é Rio Negro que se transforma em livro vivo. Nela Marco Aurélio ambienta textos em que sua memória recupera uma latitude já abandonada. Seus poemas (que tendem para prosa, tão próximos estão da crônica, o que garante a eles a alta legibilidade que têm) localizam a cidade em dois tempos concomitantes: pretérito e presente. Algumas metáforas estruturam a recuperação desta cidade. O rio Negro, a ponte e a cidade vizinha, já no outro Estado, definida como irmã siamesa. Esta experiência de fronteira é também uma forma de conviver com a partida, com a travessia. O medo que se coloca no menino em relação ao que há do outro lado se faz estímulo para que ele empreenda, assim que puder, a fuga. Fazer este movimento, na epígrafe de Rosa, é um ir deixando-se ficar. Um partir através do qual se conquista uma permanência. Eis o sentido deste livro. A viagem de volta a um lugar que o autor emocionalmente nunca deixou. Porque pela memória nos colocamos em permanente trânsito.”
— Miguel Sanches Neto

29,90
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Bífida e outros poemas

de Alexandra Lopes Da Cunha

Editora Kazuá

Universal e inevitavelmente feminina, a obra ‘Bífida e outros poemas’ é gestada unindo a escolha da palavra em sua magia sonora, à organicidade do momento de sua concepção. A poesia de Bífida é sobretudo lírica, mas principalmente musical. A poética de Alexandra Lopes da Cunha é um misto de elementos clássicos e de imagens contemporâneas.
Em interação direta com a Fotografia expressiva de Raul Krebs, o livro transcende fronteiras permitindo plena autonomia ao fotógrafo, que compõe as cenas em diálogo livre com os versos de Alexandra. O encontro dos dois artistas e amigos de longa data, traz à luz uma obra poética tão delicada quanto visceral. Trata-se de um livro seguro de seu ofício que, com certeza, revelará ao leitor o espaço-tempo que paira na imaginação da poeta de forma encantatória.

R$45,00
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