Subversa

Ocupação Fluxo[s] Aisthesis em Lisboa e no Porto

Prestigiados artistas brasileiros apresentam atividades de teatro, dança e performance em Portugal.

Coletivo Aisthesis, de Brasília, promove encontros de criação, workshop, exposição, instalação e debates em Lisboa e no Porto, de 9 de janeiro a 12 de fevereiro.

Participação da coreógrafa portuguesa Vera Mantero é
ponto alto do evento, que será transformado em espetáculo.

 

O que acontece quando artistas prestigiados, com uma trajetória respeitada no teatro, na dança contemporânea e na performance, saem da zona de conforto e unem-se num coletivo experimental? Quais as possibilidades de criação no ato presente, sem tema, roteiro, ensaio ou direção e com a interferência do público? Essa é a base do Aisthesis, coletivo criado em Brasília por Francis Wilker (fundador da companhia Teatro do Concreto), Giselle Rodrigues (coreógrafa premiada), Glauber Coradesqui (ator e mestre em arte), Jonathan Andrade (fundador do grupo teatral Grupo Sutil Ato) e Kenia Dias (coordenadora do ‘estudiofitacrepeSP’). De 9 de janeiro a 12 de fevereiro de 2017, os cinco artistas promovem em Portugal a Ocupação Fluxo[s] Aisthesis. O objetivo dos encontros é trocar experiências com artistas locais e criar um espetáculo a ser apresentado na volta ao Brasil. O financiamento do projeto é da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, por meio do Fundo de Apoio à Cultura.

A Ocupação Fluxo[s] Aisthesis começa em Lisboa, numa residência artística com a portuguesa Vera Mantero, considerada um dos 20 maiores bailarinos do século XX (segundo o coreógrafo francês Boris Charmatz, do Museu da Dança). A residência acontece de 9 de janeiro a 8 de fevereiro, no Espaço da Penha, com o objetivo de experimentar e discutir temas como improvisação, composição em tempo real e relação com o espectador. Em seguida, o coletivo apresenta seu trabalho, de 27 a 29 de janeiro, no próprio espaço Penha, e de 10 a 12 de fevereiro, na cidade do Porto. O roteiro inclui também exposição fotográfica e instalação com registros da pesquisa. Na volta ao Brasil, o coletivo apresentará um uma obra inédita, criada a partir dessa experiência.

O nome do coletivo experimental vem da palavra grega Aisthesis, que significa “faculdade de sentir”, “compreensão pelos sentidos” ou “percepção totalizante”. “Nossa proposta é pesquisar o ato vivo da criação em zonas híbridas entre o teatro, a dança contemporânea, a performance e suas relações com o espectador”, explica Francis Wilker. “Essa é a segunda fase da nossa pesquisa que teve início em 2014, com patrocínio do Rumos Itaú Cultural. A ideia é investigar como o processo criativo pode se manter aberto para as potências do instante”, conta Glauber Coradesqui.


PROGRAMAÇÃO – LISBOA

27/janeiro
19h – Abertura: Exibição do mini-documentário “Aisthesis: o processo” [30’]
19h30 – Prática Aisthesis1: a criação em fluxo [60’]
20h30 – Bate-papo com os artistas [40’]

28/janeiro
16h – Oficina2: Aisthesis, o devir da criação [120’]
19h – Palestra-performance: Processo criativo, à deriva das certezas [30’]
19h30 – Prática Aisthesis1: a criação em fluxo [60’]

29/janeiro
17h – Leitura Dramática de WhatsApp: vida-em-processo ou plataforma orgânica de registro [60’]
18h – Mostra de vídeo-dança: capturas do instante [30’]
18h30 – Prática Aisthesis1: a criação em fluxo [60’]

1 Prática Aisthesis 
Encontro aberto, no qual espectadores e intérpretes partilham em tempo real fluxos criativos. Marcado por improvisação, a prática transita livremente entre as linguagens da dança, teatro e performance.
Público: Artistas, profissionais, estudantes e interessados em geral
Capacidade: 30/40 pessoas
Gratuito

2 Oficina
Experimentação e vivência dos princípios e procedimentos que constituem a Prática Aisthesis. Escuta, presença, contraste, improvisação, ausência de tema, ações verbais, ações do movimento, ações híbridas são algumas das noções que norteiam o exercício.
Público: Profissionais, estudantes e interessados em geral
Inscrições: até o dia 22/01/16 pelo e-mail oficinaaisthesis@gmail.com
Vagas: 20 pessoas
Gratuito

 Local: Espaço da Penha/O Rumo do Fumo
Endereço: Travessa do Calado, 26B – Lisboa
Metro: Arroios
Entrada gratuita

 

Exposição fotográfica

Múltiplos olhares, numa série de imagens que registram o processo criativo da Prática Aisthesis por meio do olhar poético de quatro fotógrafos brasileiros.

Instalação: vestígios do caos, a partir de registros e documentos do processo de pesquisa da Prática Aisthesis.

Data: 27 de janeiro ao dia 29 de janeiro de 2016
Local: Espaço da Penha/O Rumo do Fumo
Endereço:
Travessa do Calado, 26B – Lisboa
Metro: Arroios
Entrada gratuita


PROGRAMAÇÃO [PORTO]

10/fevereiro
20h30 – Abertura: exibição do minidocumentário “Aisthesis: o processo” [30’]
21h – Prática Aisthesis1: a criação em fluxo [60’]
22h – Bate-papo com os artistas [40’]

11/fevereiro
16h – Oficina2: Aisthesis, o devir da criação [120’]
20h30 – Palestra-performance: Processo criativo, à deriva das certezas [30’]
21h – Prática Aisthesis1: a criação em fluxo [60’]

12/fevereiro
19h30 – Leitura Dramática de WhatsApp: vida-em-processo ou plataforma orgânica de registro [60’]
20h30 – Mostra de vídeo-dança: capturas do instante [30’]
21h – Prática Aisthesis1: a criação em fluxo [60’]

1 Prática Aisthesis 
Encontro aberto, no qual espectadores e intérpretes partilham em tempo real fluxos criativos. Marcado por improvisação, a prática transita livremente entre as linguagens da dança, teatro e performance.
Gratuito
Público destinado: livre. Artistas, profissionais, estudantes e interessados em geral.
Capacidade: 30/40 pessoas

2 Oficina
Experimentação e vivência dos princípios e procedimentos que constituem a Prática Aisthesis. Escuta, presença, contraste, improvisação, ausência de tema, ações verbais, ações do movimento, ações híbridas são algumas das noções que norteiam o exercício.
Público: profissionais, estudantes e interessados em geral
Inscrições: até o dia 05/02 pelo e-mail oficinaaisthesis@gmail.com
Vagas: 20
Gratuito

Local: Armazém 22
Endereço:
Rua de Guilherme Braga, nº 22-60 – Vila Nova de Gaia, Porto
Metro: Jardim do Morro
Entrada gratuita

 

Exposição fotográfica

Múltiplos olhares, numa série de imagens que registram o processo criativo da Prática Aisthesis por meio do olhar poético de quatro fotógrafos brasileiros.

Instalação: vestígios do caos, a partir de registros e documentos do processo de pesquisa da Prática Aisthesis.

Data: 10 de fevereiro a 12 de fevereiro de 2016
Local: Armazém 22
Endereço:
Rua de Guilherme Braga, nº 22-60 – Vila Nova de Gaia, Porto.
Metro: Jardim do Morro
Entrada gratuita

 


QUEM SÃO

FRANCIS WILKER é artista fundador do grupo brasiliense Teatro do Concreto e mestre em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde, atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado. Dedica-se ao estudo da encenação no espaço urbano, tendo recebido, em 2011, o Prêmio SESC do Teatro Candango como Melhor Diretor pelo espetáculo “Entrepartidas”.

GISELLE RODRIGUES é coreógrafa e doutoranda em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Atualmente, é professora do Departamento de Artes Cênicas na mesma universidade e vem se lançando em projetos de natureza híbrida entre o teatro e a dança. Tornou-se bailarina e coreógrafa do Endança e do Basirah.

GLAUBER CORADESQUI é pesquisador de teatro, dramaturgo e preparador de elenco, mestre em Arte pela Universidade de Brasília – onde cursa agora o doutorado e atua como professor substituto. Seu último livro, “Canteiro de obras: notas sobre o teatro candango”, contextualiza a produção teatral brasiliense nos primeiros cinquenta anos da cidade.

JONATHAN ANDRADE é escritor, ator, diretor, cenógrafo, dramaturgo e bacharel em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Integrante fundador do grupo teatral Grupo Sutil Ato, que investiga possibilidades poéticas para cena. Teve seus textos GuardAChuva e Terra de Vento premiados pela Funarte, em 2003 e 2008, e recebeu, ainda, em 2011, o Prêmio SESC do Teatro Candango de Melhor Dramaturgia pelo espetáculo ‘Entrepartidas’.

KENIA DIAS coordena o estudiofitacrepeSP- ateliê de som e movimento, um espaço dedicado à pesquisa e criação em arte sonora e do movimento. É diretora, professora de artes cênicas da Escola Livre de Teatro de Santo André/SP e doutoranda em Comunicação e Semiótica na PUC/SP.

LUIS MENEGUETTI é graduado em Marketing pela Universidade de São Paulo e pós-graduado em Direção de Arte em Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, onde estudou as Estéticas do Documentário em Primeira Pessoa. Exerce diversas funções como: produção, direção, captação de imagens, edição, tratamento de cor, o que precisar. Já trabalhou em longa-metragem, curta-metragem, documentário, publicidade… Em novembro de 2016, lança com seu sócio uma produtora de cinema e vídeo, a Node Filmes.

TATIANA CARVALHEDO é atriz, produtora, bacharel em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília e tem formação em Design de Moda pelo IED – Instituto Europeu de Design Barcelona. À frente da Carvalhedo Produções vem atuando nos diversos segmentos artísticos, como teatro, música, moda, exposições, festivais.

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